<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3560478327031176815</id><updated>2011-04-21T20:56:09.347-07:00</updated><title type='text'>JR Math</title><subtitle type='html'>"As teses da Matemática são absolutamente certas e irrefutáveis, ao passo que as das outras ciências sempre estão em perigo de serem derrubadas por fatos recém-descobertos." - Albert Einstein</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jrmath.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3560478327031176815/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jrmath.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Júnior Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02154307964621984065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_drXjrwZhKQ0/SSX-39GREyI/AAAAAAAAADI/CbvXA4Z-Z7Y/S220/Eu+na+Formatura+de+Odair+2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3560478327031176815.post-7218861923033618023</id><published>2007-07-14T14:16:00.000-07:00</published><updated>2008-11-20T16:35:54.520-08:00</updated><title type='text'>Fé e razão: conjuntos mutuamente excludentes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_drXjrwZhKQ0/RpotwBlcCGI/AAAAAAAAACM/2d9H7WgnMwo/s1600-h/Interse%C3%A7%C3%A3o.PNG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087429032150829154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_drXjrwZhKQ0/RpotwBlcCGI/AAAAAAAAACM/2d9H7WgnMwo/s200/Interse%C3%A7%C3%A3o.PNG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No meio religioso, é muito comum ouvir pessoas dizendo que acreditam em certos dogmas independentemente de qualquer coisa. Tal postura representa o oposto da atitude científica, porém é freqüentemente elogiada e considerada uma virtude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selecione dez mulçumanos fiéis ao acaso e pergunte a cada um deles: "Se no alcorão, você encontrasse uma contradição, você continuaria acreditando nele, ou começaria a desconfiar?" Faça o mesmo com dez judeus, pergunte: "Se você descobrisse uma contradição na bíblia, você continuaria acreditando nela, ou começaria a duvidar do que ela diz?". Eu fiz essa experiência com cristãos e aposto que os resultados que você iria obter seriam bem semelhantes aos que eu obtive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu criei uma enquete em uma comunidade do Orkut chamada "Eu sou cristão" (que atualmente tem cerca de 100.000 membros) com a seguinte pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;Se você encontrasse uma contradição na bíblia... &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A regra de fé de um cristão é a bíblia. Se a bíblia disser que algo é vermelho, então algo é vermelho; se ela disser que algo é azul, então algo é azul. Mas se você encontrasse uma contradição na bíblia (por exemplo, se ela dissesse que algo tivesse que ser totalmente azul e totalmente vermelho ao mesmo tempo), como você reagiria? OBS.: Não interessa se isso não pode acontecer, porque a bíblia é a palavra de Deus, etc. APENAS SUPONHA. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Isso não abalaria a minha fé.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Eu passaria a desconfiar da bíblia.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não faço idéia.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Observe que a minha pergunta não foi "Se você encontrar uma &lt;strong&gt;provável contradição&lt;/strong&gt;..."; eu disse: "Se você &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;encontrar uma contradição&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;...". Além disso, todas as respostas possíveis estão inclusas nas alternativas que eu propus. Se a pessoa não está segura o suficiente para dizer o que faria naquela situação, pode marcar a alternativa 3 (independentemente de a hipótese ser possível ou não); se ela acha que sabe o que faria, então só há duas opções: ou continuaria acreditando normalmente na bíblia (alternativa nº 1) ou começaria a desconfiar da bíblia (alternativa nº 2). Assim, não há o que reclamar quanto a elaboração da pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia depois de eu ter criado a enquete, ela foi deletada por suspeita de que eu fosse "um cético querendo atacá-los". Recorri aos mediadores daquela comunidade, expliquei minhas intenções e eles me permitiram recriar a enquete. Em um mês de votação, 121 pessoas (fora eu) votaram e o resultado foi o seguinte:&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Isso não abalaria a minha fé: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;73%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Eu passaria a desconfiar da bíblia: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;06%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não faço idéia: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;21%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;Durante esse mês de votação, algumas pessoas comentavam, explicavam o motivo de seus votos e era interessante observar o que cada um dizia. O principal argumento usado pelos que marcaram a alternativa 1 era que a bíblia não pode se contradizer, "porque Deus é o mesmo, ontem, hoje e sempre e a sua palavra não falha" (amém). Esse tipo de argumento foge totalmente à pergunta. Eu não perguntei se era possível ou impossível haver contradição na bíblia e isso nada tem a ver com a enquete. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das primeiras pessoas a comentarem disse que "para o verdadeiro cristão não há contradição nem dúvidas", e com isso tentou justificar o seu voto, na opção 1. Ela não enxergou a parte da pergunta que diz: "Não interessa se isso não pode acontecer...". Outra pessoa disse, mais tarde: "Creio que seria impossível que a bíblia entrasse em contradição! Mesmo em suposição". Note como é oprimido - diria, completamente desfalecido - o estado de espírito dessa última. Dizer que algo não pode acontecer mesmo "em suposição" é dizer que que se isso acontecesse, então isso não aconteceria, ou seja: "Se houvessem contradições na bíblia, então não haveriam contradições na bíblia" - um absurdo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado dessa enquete parece comprovar o que já era esperado: fé e razão não se dão muito bem uma com a outra. Os religiosos, em geral, não param para pensar se estão certos ou errados quanto ao que crêem, e acham que é assim que devem viver: acreditando, nunca questionando. Para essas pessoas, a fé inabalável é um privilégio, uma benção, um dom precioso. Até que poderia ser, se todos que crêem, cressem somente no que é verdade, o que, de fato, não acontece.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A verdade deve ser buscada por meio de incessantes investigações objetivas e imparciais, não por simples palpites desprovidos de evidências e de razão. Não questionar é pedir para errar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3560478327031176815-7218861923033618023?l=jrmath.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jrmath.blogspot.com/feeds/7218861923033618023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3560478327031176815&amp;postID=7218861923033618023' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3560478327031176815/posts/default/7218861923033618023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3560478327031176815/posts/default/7218861923033618023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jrmath.blogspot.com/2007/07/f-e-razo-conjuntos-mutuamente.html' title='Fé e razão: conjuntos mutuamente excludentes'/><author><name>Júnior Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02154307964621984065</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_drXjrwZhKQ0/SSX-39GREyI/AAAAAAAAADI/CbvXA4Z-Z7Y/S220/Eu+na+Formatura+de+Odair+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_drXjrwZhKQ0/RpotwBlcCGI/AAAAAAAAACM/2d9H7WgnMwo/s72-c/Interse%C3%A7%C3%A3o.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
